domingo, 16 de dezembro de 2007

Quanto maior a diversidade, maior o preconceito.


Vivemos em dias de desenvolvimento acelerado na maioria das áreas na vida do ser humano. O crescimento tecnológico, a robotização de serviços e as descobertas na área da saúde, são algumas delas, mas não se pode deixar passar desapercebido a grande diversidade encontrada dentro de uma mesma comunidade, de um mesmo povo, de uma mesma nação que usa de todas estas descobertas. E talvez por isso, é quase que impossível entender que, apesar de tanta capacidade de novas descobertas e novas adaptações com toda essa tecnologia não exista também um desenvolvimento no respeito ao simples fato de cada ser humano escolher viver de maneira diferente. É o que caracterizamos de preconceito. Mas afinal de contas o que é o preconceito? Segundo a definição encontrada no dicionário Aurélio, preconceito é um conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados ou então antipatia ou aversão a outras raças, religiões, classes sociais, etc. E justamente este “etc.” citado na definição é o que mais preocupa a sociedade. Hoje em dia nos deparamos com preconceitos em assuntos além dos chamados “imorais ou fora da normalidade social”, como homossexualismo, usuários de drogas, seguidores de movimentos punks, emocords, entre outros. Podemos observar preconceito a um indivíduo pelo simples fato de gostar de um determinado gênero musical, um gênero de filme ou programa de TV, uma maneira particular de vestimenta ou até mesmo pelos seus atos alimentares. O que nos espanta é o fato de em pleno século XXI, aonde temos acesso a tantas informações vindas de qualquer lugar do mundo através da TV ou da Internet, não temos a capacidade de entender ou simplesmente respeitar a diferença da qual nosso próprio vizinho vive. E por esse motivo, acabamos o isolando de nosso convívio social e em casos de extrema ignorância partimos para a ofensa verbal ou até mesmo agressão física. Então a pergunta que fazemos a nos mesmo, sociedade, é: até quando iremos tratar nossos diferentes de maneira agressiva, sem ao menos dar a eles a oportunidade de conhecer sua maneira de viver e pensar? Porque nós é que sempre estamos com a razão? Porque o nosso modelo é o correto e eficiente para uma vida chamada “moralista”? Talvez você esteja dizendo que não é uma pessoa preconceituosa, mas basta você analisar com um pouco mais afinco que poderá encontrar alguma atitude comportamental em algum conhecido ou parente que você tem dificuldades em lidar e por isso não consegue se aproximar ou deixar que essa pessoa se aproxime de você. Lamento lhe informar mas você é como eu e quase toda a humanidade, você é um preconceituoso.