segunda-feira, 10 de março de 2008

Uma nova porta, uma nova fase



Quando será o momento certo para arriscar na vida ? Essa pergunta sempre me perseguiu, tanto que perdi muitas oportunidades por ser uma pessoa praticamente toda racional. Minha criação moral e religiosa acabou me transformando num ser racional ao extremo, tipo daquele ditado “não troque o certo pelo duvidoso”. Coerências a parte, muitas vezes o duvidoso do presente pode ser o certo do futuro. Às vezes me pego pensando no período que morei nos EU, principalmente quando decidi voltar, tinha tantas oportunidades para ficar e voltei. Claro que não chego ao arrependimento completo, porque tantas coisas boas e maravilhosas acontecerem desde que voltei, mas fica a pergunta na cabeça “e se ...” . Já aqui no Brasil, recebi propostas super tentadoras e disse “não” e mais uma vez a pergunta “e se...” . Bom, estou me encaminhando para meus 31 anos, parece que foi ontem que completei 30, e uma nova porta aparece à minha frente e a grande diferença é que resolvi entrar por ela, dizer sim, arriscar, mudar radicalmente. Acho que estou sendo racional também desta vez porque a decisão e a certeza de que estou fazendo a coisa certa é que me conforta, mas o meu lado sentimento também tem me ajudado a buscar o equilíbrio necessário para viver essa nova fase. Por anos vivi na área da educação, cheio de planos, sonhos e ideologias, nem na verdade estarei os abandonando, mas estarei depois de anos, colocando-os de lado um pouco, para crescer como homem. É estranho como lidamos com a cobrança ao nosso redor do mundo capitalista, a pressão da família, dos amigos, mas resolvi ceder, e falo isso com muita tranqüilidade, sem mágoas ou incerteza de que estou apenas seguindo o que eu quero para minha vida. Bom, a partir de quarta-feira, dia 12 de Março de 2008, começa uma nova vida, um novo caminho e eu estou disposto a trilhar-lo da melhor maneira possível, com cautela, mas com muita ousadia e certo de que irei conquistar meu espaço.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Quanto mais conheço os homens mais prefiro os cachorros!


Essa frase, ou algo parecido, tem sido tão pronunciada por tantas pessoas que eu conheço. Vejo essa frase escrita nos fotologs, blogs, messengers, perfis do orkut ... mas só um momento de reflexão, porque ? Isto está errado ! As pessoas estão testemunhando, segundo meu ponto de vista, o momento mais degradante da sociedade, das relações humanas, dos amigos, das famílias. Momento este, que é muito mais fácil, o desprezo, a indiferença, a disputa muitas vezes desleal, a trapaça e poderia continuar aqui colocando tantas coisas evidentes que explicariam essa frase que me entristece, e se você parou para pensar sobre isso deve ter se dado conta de que esta situação é bem pior do que estou tentando descrever. È tão difícil se sentir feliz com as conquistas do próximo, mesmo que esse próximo não seja do seu ciclo de amigos, de convívio direto. È muito mais fácil ficar se apoiando em suas frustrações, em sua incapacidade de vencer e crescer do que batalhar pelos seus ideais, correr atrás dos seus sonhos, objetivos? Por muitas décadas, tem se falado que o melhor amigo do homem é o cachorro, tem um fundo de razão, porque o instinto canino é de zelar pela vida daquele que oferece a ele segurança, carinho e afeto. Mas também já presenciei tantos homens maltratando os “melhores amigos” ou então, temos visto ultimamente também os cachorros atacando, muitas vezes até a morte, aqueles que deveriam ser cuidados e protegidos por eles. Então em quem confiar? Pode parecer piegas, cafona, mas eu prefiro ser visto como uma pessoa que sofre por confiar em pessoas, que se decepciona por ser ingênuo, mas que continua confiando em seres que podem trocar experiências, sendo elas boas ou ruins. Isso não quer dizer que devemos desprezar os cachorros, pelo contrário, eles são grandes companheiros de vida, nos aliviam e nos confortam em dias difíceis, mas o homem tão desprezado, em alguns casos com tantos motivos, podem proferir palavras, conselhos, questionamentos, verdades ou mentiras numa troca de igual para igual. Muita pretensão nossa dizer que o próximo é imperfeito, parece até que nos falta um objeto tão simples chamado “espelho” para que reflita os nossos próprios defeitos, sendo eles visíveis ou não, expostos ou os mais escondidos possíveis.