
Essa frase, ou algo parecido, tem sido tão pronunciada por tantas pessoas que eu conheço. Vejo essa frase escrita nos fotologs, blogs, messengers, perfis do orkut ... mas só um momento de reflexão, porque ? Isto está errado ! As pessoas estão testemunhando, segundo meu ponto de vista, o momento mais degradante da sociedade, das relações humanas, dos amigos, das famílias. Momento este, que é muito mais fácil, o desprezo, a indiferença, a disputa muitas vezes desleal, a trapaça e poderia continuar aqui colocando tantas coisas evidentes que explicariam essa frase que me entristece, e se você parou para pensar sobre isso deve ter se dado conta de que esta situação é bem pior do que estou tentando descrever. È tão difícil se sentir feliz com as conquistas do próximo, mesmo que esse próximo não seja do seu ciclo de amigos, de convívio direto. È muito mais fácil ficar se apoiando em suas frustrações, em sua incapacidade de vencer e crescer do que batalhar pelos seus ideais, correr atrás dos seus sonhos, objetivos? Por muitas décadas, tem se falado que o melhor amigo do homem é o cachorro, tem um fundo de razão, porque o instinto canino é de zelar pela vida daquele que oferece a ele segurança, carinho e afeto. Mas também já presenciei tantos homens maltratando os “melhores amigos” ou então, temos visto ultimamente também os cachorros atacando, muitas vezes até a morte, aqueles que deveriam ser cuidados e protegidos por eles. Então em quem confiar? Pode parecer piegas, cafona, mas eu prefiro ser visto como uma pessoa que sofre por confiar em pessoas, que se decepciona por ser ingênuo, mas que continua confiando em seres que podem trocar experiências, sendo elas boas ou ruins. Isso não quer dizer que devemos desprezar os cachorros, pelo contrário, eles são grandes companheiros de vida, nos aliviam e nos confortam em dias difíceis, mas o homem tão desprezado, em alguns casos com tantos motivos, podem proferir palavras, conselhos, questionamentos, verdades ou mentiras numa troca de igual para igual. Muita pretensão nossa dizer que o próximo é imperfeito, parece até que nos falta um objeto tão simples chamado “espelho” para que reflita os nossos próprios defeitos, sendo eles visíveis ou não, expostos ou os mais escondidos possíveis.
